Hoje ouvi uma frase que adorei. Pelo que me contaram, foi dita por um gringo - o que faz mais sentido -, mas de uma certa forma fez sentido para mim também:
"O Rio é uma cidade onde se pode morar e achar que está de férias".
Ri e concordei, pois esse fim de semana resolvi tirar férias na minha cidade. Fazer coisas que não faço nunca, apesar de estarem na frente do meu nariz ou a um taxi de distância.
Coisas que poderão ser consideradas corriqueiras para o carioca típico, mas como nunca fiz esse perfil mesmo, me dou ao direito de me sentir assim, meio abobalhada... Percebi que essa coisa de prezar sempre pelo underground e pelo alternativo às vezes te limita. E cansa. E o verão te diz isso com todas as letras maiúsculas, já que é mais difícil usar roupa preta e frequentar lugares estranhos. Não tem jeito, o Rio é mais bonito de dia no verão. E como o calor insuportável não deixa você ficar em casa sem se sentir sufocar ou derreter, às vezes é melhor render-se e assumir que de vez em quando se sentir carioca e fazer programa de carioca pode ser muito bom.
Fui à praia. Melhor, passei o dia tooodo na praia. Jiboiando, lendo jornal, tomando água de côco e vendo o povo desfilar. Moro praticamente ao lado da praia e nunca, nunca vou. E foi muito bom. De noite continuei na turistada: Academia da Cachaça. Meu Deus, quanto tempo não ía lá! Pontos clássicos cariocas que passamos na porta várias vezes por semana na rotina de trabalho e nem damos bola.
Nesses momentos de prazeres atípicos com o que seria o mais típico é que vejo como viver no Rio pode ser um desperdício de vida boa. Muitas vezes não nos damos conta que é fácil sair da chatice do dia-a-dia com pequenas programações pelos arredores da cidade, saindo do lugar comum, com pessoas legais ao seu lado.
A desculpa desse fim de semana era que a irmã de um amigo estava no Rio, vindo de Brasília, e a idéia era mostrar coisas legais do Rio.
Sendo assim, prossegui com as férias e o domingo foi todo passado em Santa Teresa. Caminhadas, arte, botecos, gente interessante falando coisas interessantes. Coisa rara. Descobrir locações incríveis e pessoas disponíveis para um bate papo no portão. Gente que abre a porta da sua casa para você conhecer, apenas porque te viu do lado de fora admirando a arquitetura ou olhando para as plantas. E te convida para entrar e comer um brigadeiro num chá de bebê. Você nunca viu a grávida na vida, mas em cinco minutos está passando a mão na barriga dela e perguntando se já escolheu o nome do bebê.
Vai ver uma exposição de fotos (ruim) num lugar legal e depois senta para almoçar e jogar conversa fora com cerveja de garrafa na mesa. Num domingo em Santa ninguém reclama (nem eu, e sou muito chata com isso...) de um restaurante cheio onde só existe um garçom no salão. Onde a comida leva literalmente uma hora para chegar na mesa e a conta vem errada. Não tem problema. Nada tem problema num domingo de sol em Santa Teresa. E sentindo aquele clima soteropolitano no ar, lembro da frase de uma baiana ao ser questionada pela demora de seu acarajé: "Tá cum pressa? Vai pra Sum Paulo!".
Andar e andar, subindo ladeira, descendo ladeira e seguindo o trilho do bonde. Ter ataques de turista japonês e tirar foto de tudo e de todos. Bater papo enquanto vê o sol ir baixando e a cidade começar a escurecer e perceber que já são oito e meia da noite.
Foi um fim de semana de férias na minha cidade. Amanhã começa a desgraceira de novo e daqui a uns dias nem lembro mais de como é ser turista em casa, mas foi aproveitando esse restinho de fim de festa, esses últimos momentos de relax total é que me peguei cantarolando que o Rio de Janeiro continua lindo.
"O Rio é uma cidade onde se pode morar e achar que está de férias".
Ri e concordei, pois esse fim de semana resolvi tirar férias na minha cidade. Fazer coisas que não faço nunca, apesar de estarem na frente do meu nariz ou a um taxi de distância.
Coisas que poderão ser consideradas corriqueiras para o carioca típico, mas como nunca fiz esse perfil mesmo, me dou ao direito de me sentir assim, meio abobalhada... Percebi que essa coisa de prezar sempre pelo underground e pelo alternativo às vezes te limita. E cansa. E o verão te diz isso com todas as letras maiúsculas, já que é mais difícil usar roupa preta e frequentar lugares estranhos. Não tem jeito, o Rio é mais bonito de dia no verão. E como o calor insuportável não deixa você ficar em casa sem se sentir sufocar ou derreter, às vezes é melhor render-se e assumir que de vez em quando se sentir carioca e fazer programa de carioca pode ser muito bom.
Fui à praia. Melhor, passei o dia tooodo na praia. Jiboiando, lendo jornal, tomando água de côco e vendo o povo desfilar. Moro praticamente ao lado da praia e nunca, nunca vou. E foi muito bom. De noite continuei na turistada: Academia da Cachaça. Meu Deus, quanto tempo não ía lá! Pontos clássicos cariocas que passamos na porta várias vezes por semana na rotina de trabalho e nem damos bola.
Nesses momentos de prazeres atípicos com o que seria o mais típico é que vejo como viver no Rio pode ser um desperdício de vida boa. Muitas vezes não nos damos conta que é fácil sair da chatice do dia-a-dia com pequenas programações pelos arredores da cidade, saindo do lugar comum, com pessoas legais ao seu lado.
A desculpa desse fim de semana era que a irmã de um amigo estava no Rio, vindo de Brasília, e a idéia era mostrar coisas legais do Rio.
Sendo assim, prossegui com as férias e o domingo foi todo passado em Santa Teresa. Caminhadas, arte, botecos, gente interessante falando coisas interessantes. Coisa rara. Descobrir locações incríveis e pessoas disponíveis para um bate papo no portão. Gente que abre a porta da sua casa para você conhecer, apenas porque te viu do lado de fora admirando a arquitetura ou olhando para as plantas. E te convida para entrar e comer um brigadeiro num chá de bebê. Você nunca viu a grávida na vida, mas em cinco minutos está passando a mão na barriga dela e perguntando se já escolheu o nome do bebê.
Vai ver uma exposição de fotos (ruim) num lugar legal e depois senta para almoçar e jogar conversa fora com cerveja de garrafa na mesa. Num domingo em Santa ninguém reclama (nem eu, e sou muito chata com isso...) de um restaurante cheio onde só existe um garçom no salão. Onde a comida leva literalmente uma hora para chegar na mesa e a conta vem errada. Não tem problema. Nada tem problema num domingo de sol em Santa Teresa. E sentindo aquele clima soteropolitano no ar, lembro da frase de uma baiana ao ser questionada pela demora de seu acarajé: "Tá cum pressa? Vai pra Sum Paulo!".
Andar e andar, subindo ladeira, descendo ladeira e seguindo o trilho do bonde. Ter ataques de turista japonês e tirar foto de tudo e de todos. Bater papo enquanto vê o sol ir baixando e a cidade começar a escurecer e perceber que já são oito e meia da noite.
Foi um fim de semana de férias na minha cidade. Amanhã começa a desgraceira de novo e daqui a uns dias nem lembro mais de como é ser turista em casa, mas foi aproveitando esse restinho de fim de festa, esses últimos momentos de relax total é que me peguei cantarolando que o Rio de Janeiro continua lindo.

